2 jul 2019

Tratamento para estrias

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É normal que se questione quais são os melhores tipos de tratamento para estrias para quem sofre desse mal, porque existem vários métodos, tanto caseiros como os realizados em clínicas de estética especializadas. Mas será que todos são efetivos e são indicados para toda e qualquer tipo de estria? Já antecipamos que não. Há tratamentos […]

É normal que se questione quais são os melhores tipos de tratamento para estrias para quem sofre desse mal, porque existem vários métodos, tanto caseiros como os realizados em clínicas de estética especializadas. Mas será que todos são efetivos e são indicados para toda e qualquer tipo de estria?

Já antecipamos que não. Há tratamentos para estrias mais indicados para determinados tipos do que outros e também há diferença quanto a eficácia de cada método, o grau de resolução do problema e a agilidade em que isso ocorre.

Por exemplo, os métodos caseiros, que se baseiam na aplicação de ácidos ou de cremes cicatrizantes, costumam demorar bem mais tempo do que os procedimentos mais complexos realizados em clínicas e também não são a melhor escolha se as estrias forem profundas ou muito antigas.

E o que são essas marcas horizontais ou verticais que surgem no corpo durante a adolescência ou gravidez? Quais são os tipos existentes? Quais os cuidados que se deve tomar para evitar que elas surjam? E principalmente: quais são os melhores tipos de tratamento para estrias?

Todas essas questões pretendemos responder neste post.

Se você quiser saber mais sobre os tipos de tratamento para estrias mais indicados e o que fazer para evitar esse transtorno, continue a leitura.

O que são estrias?

Até para entender a lógica dos melhores tipos de tratamento para estrias, é interessante entender o que são essas marcas e como elas surgem.

Estrias são marcas, listras que aparecem no corpo, geralmente nas pernas, glúteos e barriga. Nos homens, é comum que surjam na superfície da pele das costas, de forma horizontal, com aspecto e coloração díspares do tom natural da pele.

É possível sentir a diferença de textura, notar o relevo do local de ascensão da marca ao passar os dedos sobre a região.

Ocorrem com maior frequência em mulheres grávidas e durante o período da adolescência. Independente de gênero, algumas desaparecem naturalmente com o passar do tempo, mas outras necessitam de um tratamento específico para total remoção ou diminuição considerável do aspecto cicatrizado e de matiz notavelmente distinta.

Recorrer a cremes de hidratação voltados especificamente para combater estrias, ainda que os resultados sejam mais demorados, pode dispensar a necessidade de recorrer a procedimentos mais invasivos, porém, esses cremes só funcionam se aplicados pouco tempo depois do surgimento das marcas e se estas não se apresentarem logo de cara com formas profundas.

Como surgem as estrias?

Por que é mais comum a ocorrência dessas listras de pigmentação diferenciada em mulheres gestantes e em adolescentes?

A resposta, para variar, está relacionada a questões hormonais, o que geralmente explica as principais mudanças no corpo nessa fase da vida e na maternidade, como aparição de espinhas, alteração de voz, variação de peso ou até do estado emocional.

Nem todo adolescente, diga-se de passagem, fatalmente será alvo do “efeito zebra”, e também não se trata de uma condição restrita somente a grávidas e adolescentes, já que qualquer um pode vir a desenvolver essa anomalia cutânea.

As estrias despontam em pessoas que partilham de uma característica em comum: a de provocar elasticidade na pele. Em outras palavras, as que passam pelo efeito sanfona, engordam ou emagrecem de forma acentuada ou frequente.

Essa elasticidade que ocorre na pele provoca o rompimento das fibras elásticas que sustentam a camada intermediária da pele. Essas fibras são compostas por colágeno e elastina, responsáveis pela tonalidade e elasticidade na pele.

No caso das gestantes, o que colabora para o advento das estrias, além do ganho acelerado de peso, são os hormônios, que promovem um maior relaxamento de tendões e ligamentos.

Os adolescentes são alvos fáceis devido às alterações drásticas ocorridas na balança por causa da ebulição hormonal: mudanças de peso, elasticidade da pele, desgaste, rompimento de fibras na camada intermediária da epiderme.

Mas, como dito, qualquer pessoa está sujeita ao problema das estrias, basta que passe por mudanças abruptas e significativas de peso ou crescimento.

Quais são os tipos de estrias?

Como já apontado neste artigo de tratamento para estrias, as listras têm mais de um aspecto, podendo variar na cor e na forma. Essas variações decorrem de acordo com a gravidade da lesão, uma vez entendido que são consequência do rompimento de fibras da camada intermediária da pele que cicatrizam, ocasionando o relevo e o aspecto diferenciado.

São duas cores possíveis:

  1. Vermelha;
  2. Branca.

As listras vermelhas são indicativas de que o tecido não foi totalmente avariado e que há sangue circulando no local. Também indicam que são estrias recentes. Por esse motivo, são consideradas mais simples de serem tratadas. São um estágio natural para se chegar à listra de aspecto esbranquiçado.

Essa última é mais difícil de ser tratada por ser mais antiga, ter o tecido comprometido totalmente e por ter formas diversas: listras superficiais, estreitas, profundas ou largas.

Como apontado no início deste artigo de tratamento para estrias, o aspecto conta para determinar o tipo de tratamento a ser seguido. Para cada tipo de estria, ou dependendo do estágio que se encontra, existem métodos mais eficientes e específicos para resolver o problema ou reduzi-lo de forma significativa.

É sobre esses tipos de tratamento para estrias que vamos discorrer a seguir.

Confira!

Tratamentos para estrias

Vamos começar apontando os melhores tipos de tratamento para estrias, os de resultados mais rápidos e eficazes.

Carboxiterapia

Esse é um tratamento de estrias dos mais famosos e antigos que se tem notícia.

Na verdade, sua origem provém da necessidade de tratamentos de pele de forma geral, não especificamente de estrias, mas com a observação clínica de que o método era útil e realmente apresentava resultados significativos na regeneração de tecidos, passou a ser utilizado tanto para tratar celulite quanto estrias, olheiras, gorduras localizadas, flacidez, cicatrizes, marcas de acnes ou de pós-operatório de cirurgias plásticas.

E quando falamos antigo, é antigo mesmo. A carboxiterapia data da década de 1930 e é usada até hoje, claro, contando com os aperfeiçoamentos técnicos e o incremento das novidades tecnológicas para deixar o processo mais rápido, menos complexo e desconfortável.

Se um tratamento tão antigo ainda é usado, percebe-se como um bom sinal de que, de fato, consegue tratar as estrias de forma bem eficaz. Mas como funciona esse processo de tratamento de estrias?

Veja a seguir.

Como funciona o tratamento de carboxiterapia

A principal substância utilizada é um gás medicinal. O gás carbônico é inserido no organismo do paciente por meio de uma seringa acoplada a um cilindro de gás que regula a vazão. O máximo permitido é de 80ml por minuto.

Mas o gás é injetado no corpo pela seringa em um local específico, não em uma região qualquer. É diretamente introduzido na cicatriz da estria, para penetrar e causar o que se chama de barotrauma, um processo inflamatório dentro da marca.

Esse processo inflamatório tem como consequência ocasionar uma casca que, posteriormente, descama, afinando as marcas no corpo de modo a deixá-las inteiras ou quase totalmente imperceptíveis.

A eficácia desse método de tratamento de estrias chega a até 80% da diminuição das marcas no corpo.

Intradermoterapia

É uma técnica de tratamento de estrias que, assim como a carboxiterapia, foi inventada na França e também é indicada para diversas finalidades de tratamento de pele. Além de estrias, a intradermoterapia é indicada para cuidar de:

  • Gordura localizada;
  • Redução de medidas;
  • Celulite.

O modo de aplicação é parecido com o procedimento anterior, mas traz como diferencial a agilidade das sessões, que não passam de 15 minutos. O tempo menor é em razão da injeção ser direcionada apenas no local a receber tratamento.

O método tem pouquíssimos efeitos colaterais pelo motivo de apenas uma região específica e pequena do corpo ser submetida a estresse e dosagem baixa de substâncias medicamentosas.

Na intradermoterapia, o gás não é utilizado. O elemento principal, ou os elementos principais, são os medicamento selecionados pelo profissional que irá avaliar primeiro a finalidade do tratamento – se para combater estrias, celulites ou gordura localizada, pois cada uma das finalidades requer medicamentos específicos.

Esses medicamentos são aplicados na cicatriz por meio de agulhas bem fininhas, perfurando a pele de 0,5 mm a 4 mm de profundidade, o que facilita e acelera a absorção das substâncias que formam uma mescla de aminoácidos, anestésicos, vitaminas, substâncias eutróficas, medicações lipolíticas, extrato de enzimas e plantas.

Essa mistura tem como efeito promover a permeabilidade celular e a vasodilatação, ações que terão como efeito suavizar o aspecto das estrias.

Contraindicações

Esse tratamento de estrias tem contraindicações? Sim. É estritamente proibido se submeter a esse procedimento estético se o local a receber a injeção medicamentosa estiver com alguma doença de pele.

A intradermoterapia também é contraindicada para mulheres gestantes, que estejam na fase de amamentação, pessoas portadoras de problemas cardíacos, de doenças crônicas ou que tenham alergia a uma das substâncias a ser empregada no tratamento.

Medidas preventivas antes e depois do procedimento

Antes do procedimento, é recomendável que o paciente esteja com a pele limpa, livre de quaisquer produtos usados na pele, como maquiagens e hidratantes.

Se, por acaso, a pessoa fizer uso de anticoagulantes, deverá interromper o consumo alguns dias antes da intradermoterapia.

Após a sessão, é aconselhável optar por roupas mais leves, as feitas de algodão, pois é preciso evitar contato brusco com o local que recebeu a aplicação das injeções, ou seja, evitar roupas de couro ou jeans. E, principalmente, jamais deixe de avisar o profissional se, porventura, estiver no meio de outro tratamento de pele que afete diretamente o local a ser perfurado pelas agulhas.

Outra ação a se evitar depois desse tratamento de estrias é o de ficar exposto, ou pelo menos expor a região tratada, por muito tempo no sol.

Caso surjam hematomas no corpo, a dica para aliviar o incômodo é massagear a área utilizando pedra de gelo.


Radiofrequência

É um tratamento de estrias não invasivo que se utiliza da geração de calor embaixo da pele para produzir novas fibras de colágeno, o que melhora o aspecto da pele.

A área a receber tensão de 30.000 a 40.000 volts é higienizada com sabonete, água e óleo de limpeza para, logo após, receber uma camada de vaselina. Os disparos são realizados com os aplicadores sobre a região a ser tratada.

Tratamento para estrias tem contraindicações?

Sim. É preciso lembrar que os tratamentos se baseiam em estressar a pele afetada por algum artifício para que ocorra uma nova regeneração mais eficiente. E tudo que gera um dano, por menor que seja, pode ser amplificado em determinados casos e pessoas, oferecendo o risco de se agravar um problema.

Não é indicado engajar-se nesse tipo de tratamento antes mesmo de se encerrar o período de gestação. Nunca é uma boa ideia submeter uma gestante ou a criança a qualquer tipo de estresse. Pessoas com diabetes também devem passar longe desses métodos, porque uma das características da pessoa portadora de tal enfermidade é ter um processo de cicatrização de ferimentos mais vagaroso.

E se você tem algum problema dermatológico, submeter a pele a esses desgastes não tende a lhe render boas soluções. Evite ou consulte o seu médico para verificar a possibilidade.

Como evitar as estrias?

Para não ser necessária nova submissão a um tratamento para estrias, sua atenção deverá estar voltada em manter o seu peso estável e hidratar sempre a pele. Cremes antiestrias são eficazes nas mais recentes, que é o caso das avermelhadas e arroxeadas.

Considerações finais

Estrias são listras com textura, relevo e pigmentação distintas na superfície da pele. Elas podem ser tanto horizontais como verticais e surgem em pessoas que passam por alterações acentuadas de peso ou crescem rapidamente.

Grávidas e adolescentes, sujeitos a variação de peso por razões circunstanciais, são os grupos mais afetados, porém, qualquer pessoa está passível de desenvolver estrias. As listras são variadas, vermelhas, roxas, brancas, estreitas, superficiais ou profundas e essas características ajudam a definir o melhor tratamento para estrias.

Os tratamentos listados (abaixo) estão todos disponíveis nas clínicas GiOlaser:

  • Carboxiterapia;
  • Intradermoterapia;
  • Radiofrequência.

Cremes e ácidos caseiros são indicados para cuidar de estrias vermelhas ou roxas, pois são mais recentes, no entanto, os efeitos são mais demorados.

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